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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira


Real está mais atraente após medidas tomadas pelo BC para frear a valorização
As aplicações no real tiveram rentabilidade de 5,4% nos últimos três meses, incluindo pagamento de juros e flutuação cambial

1 – Medidas do BC para frear real deixam moeda ainda mais atraente. Os esforços do governo para conter a valorização do real acabam tornando a divisa brasileira ainda mais atraente para os investidores. A volatilidade implícita nos contratos de opção de câmbio com prazo de um mês, que refletem as expectativas de operadores para flutuações do câmbio, despencou para 8,7% na terça-feira (15), o menor nível em quatro anos. Foi a maior queda de volatilidade entre as principais moedas do mundo em três meses.

2 – PanAmericano confirma rombo de 4,3 bilhões de reais. A atual administração do Banco PanAmericano divulgou na madrugada desta quarta-feira (16) um rombo da ordem de 4,3 bilhões de reais em seu balanço do ano passado. As perdas iniciais foram recalculadas com a ajuda de consultores externos, que encontraram mais 1,8 bilhão de reais até então ignorados, o que eleva a dívida aos 4,3 bi.

3 – Petrobras anuncia nova descoberta de óleo no pré-sal. A Petrobras encontrou nova reserva potencial de óleo no pré-sal, em área denominada como Macunaíma, dentro do chamado Polo de Tupi, na Bacia de Santos. O reservatório está localizado no bloco BM-S-10, onde já havia sido localizada a reserva denominada Parati. A nova acumulação de petróleo é de boa qualidade (26º API). A descoberta resultou da perfuração do poço 4-BRSA-818 (4-RJS-668), em lâmina d'água de 2.134 metros, a 244 km da costa do Estado do Rio de Janeiro.

4 – Descoberta da Petrobras não deve influenciar ações da companhia. A afirmação é dos analistas Paula Kovarsk e Diego Mendes do Itaú BBA. Em relatório enviado nesta manhã aos clientes, eles reiteraram a recomendação market-perform (performance igual a média do mercado). O preço-alvo para os papéis preferenciais da petrolífera (PETR4) foi mantido em 40,40 reais. Os ADRs da companhia (PBR/A) também ficaram em 45,6 dólares. Os analistas destacam que a nova descoberta confirma o potencial da Bacia de Santos. Contudo, eles afirmam que, considerando os volumes já anunciados pela estatal, o valor adicional nas ações da companhia é pequeno e, portanto, não serão feitos ajustes no atual momento.

5 – Souza Cruz tem lucro de R$1,45 bi em 2010, queda de 2,4%. A fabricante de cigarros divulgou na terça-feira (15) um lucro líquido de 1,45 bilhão de reais em 2010, queda de 2,4% contra 2009. A receita líquida totalizou 5,5 bilhões de reais no ano passado, o que representa uma redução de 4,7%.

6 – Telesp diz que lucro líquido aumentou 9,2% no 4º trimestre. A Telecomunicações de São Paulo (Telesp), unidade da espanhola Telefónica, registrou lucro líquido de 622,7 milhões de reais no último trimestre de 2010. O resultado representa um aumento de 9,2% em relação ao lucro apurado no mesmo período de 2009, de 570 milhões de reais. A receita operacional líquida cresceu 0,2%, para 4 bilhões de reais.

7 – Canadense Ventana aceita oferta de compra da EBX, de Eike Batista. A canadense Ventana Gold, alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) da mineradora brasileira EBX, anunciou um acordo verbal com este grupo a um preço de 13,06 dólares por ação comum, um aumento em relação aos 12,63 dólares propostos antes.

8 – IPC-Fipe desacelera para 0,95% na 2ª prévia de fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou alta de 0,95% na segunda quadrissemana de fevereiro, desacelerando em relação à alta de 1,12% da primeira quadrissemana.

9 – MMX: ação cai forte e abre ponto de entrada, destacam analistas. As ações da MMX (MMXM3), mineradora do grupo EBX controlado pelo empresário bilionário Eike Batista, caiu muito este ano e nos últimos meses em relação ao Ibovespa – principal índice de ações da bolsa brasileira – e agora oferece um bom momento de entrada no papel, sugerem os analistas do Barclays e do Santander, em relatórios enviados recentemente. Os papéis recuaram 12% este ano, enquanto o Ibovespa caiu 4,28%.

10 – Darby vai investir R$ 200 milhões em fundo de infraestrutura. O Darby Overseas Investment vai investir 200 milhões de reais em um fundo de infraestrutura no Brasil nos próximos 12 meses, segundo comunicado citado pela Bloomberg News. O fundo vai investir em quatro ou cinco empresas dos segmentos de petróleo e gás, transportes e logística, energia renovável e saneamento. Uma vez completado o portfólio desse fundo, o Darby vai lançar um segundo fundo de infraestrutura, com R$ 500 milhões em recursos.

Fonte: Revista Exame.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

IMPORTAÇÕES NO BRASIL CRESCEM, ENQUANTO AS EXPORTAÇÕES DESACELERAM

Para fugir das sobretaxas de antidumping aplicadas pelo governo brasileiro, as empresas chinesas estão "esquartejando" produtos exportados ao país, para depois montá-los em solo nacional, informa reportagem de Eduardo Rodrigues para a Folha. A estratégia aproveita brecha na legislação que abre espaço para que peças e componentes não se sujeitem à mesma punição imposta às mercadorias completas em casos de prática desleal de comércio --quando o preço do bem importado é menor que no país de origem. Um exemplo emblemático é o caso das bicicletas chinesas. Após serem sobretaxadas, passaram a desembarcar no Brasil em carregamentos de peças separadas, como quadros, pedais e rodas, pagando apenas alíquota de importação padrão. (texto publicado na Folha de São Paulo em 04.06.10)

Noticia-se em vários jornais e publicações especializadas, o crescente volume de importações do Brasil, superior a 3,8% no primeiro trimestre do ano, andando na contramão do comércio mundial, que encolheu, na média, 2,1% no mesmo período. Uma das razões para esse crescimento é a aquecida economia interna brasileira.

Enquanto as importações avançam, os indicadores das exportações não são tão animadores, e retraem 4,8% no primeiro trimestre de 2010. Essa retração é superior à media mundial, que foi de 3% . Um dos principais motivos apontados é a forte valorização do real, tornando os produtos brasileiros menos competitivos no exterior.

Notamos algumas tendências: o governo brasileiro vem buscando de várias formas, incentivar as exportações, e já falamos aqui das novas sistemáticas para o uso de Drawback, que suspende ou isenta impostos na importação de componentes usados em produtos destinados à exportação. Medidas de promoção comercial, com o fortalecimento de agências de promoção como a APEX-BRASIL também vêm sendo sistematicamente adotadas.

Aos importadores, sugiro muita cautela nas suas análises, além do acompanhamento das ações da SECEX, pois na busca do equilíbrio das contas de comércio externo, o governo deverá implantar para linhas específicas de produtos, novas medidas para reduzir o ritmo de compras e incentivar a produção nacional.

Em casos onde visivelmente os produtos fabricados no Brasil sofrem concorrência desleal de fabricantes externos (como no caso de alguns produtos Chineses – as bicicletas, no exemplo acima, e alguns tipo de pneumáticos para carros de passeio), medidas anti-dumping poderão ser um recurso utilizado, na tentativa de equalizar o custo do produto importado.

Barreiras não-tarifárias (novas regras, exigência de novos certificados, exigência de LI não-automática, entre outros) geralmente compõem o caminho adotado para desestimular as importações, e são de efeito temporário, mas imediato, sem prévio aviso.

Por isso, muito cuidado. Algumas dessas medidas podem estar sendo preparadas e entrar em vigor quando seu produto já estiver à caminho do Brasil.

Como o fato gerador das importações é sempre o REGISTRO DA D.I. (Declaração de Importação), que ocorre após a chegada da carga em porto brasileiro, o risco existe.

Uma vez em alto-mar ou em trânsito, o “taxímetro já está correndo”, e ações corretivas de rotas ou estratégia custam caro.

Os importadores, acostumados à essas oscilações, entendem que a importação é um negócio de oportunidade, e nunca se acomodam nas opções de fornecimento, pois é importante buscar sempre alternativas que compensem ou minimizem os possíveis entraves às suas operações dependentes de Contratos Internacionais de Fornecimento.


Um grande abraço e até o próximo Post!