Criatividade é bom -- e ainda mais crítico do que nunca no mundo dos negócios. Então porque as empresas outrora consideradas criativas estão no atoleiro, tendo transformado a inovação contínua na exceção e não a regra? Jennifer Mueller, professora da Wharton Management e colegas da Universidade Cornell e da Escola Indiana de Negócios conseguiram ter uma boa idéia da razão.
Na publicação entitulada "Reconhecendo a Liderança Criativa: É possível a expressão de uma idéia criativa afetar a percepção do potencial de liderança?" -publicada em Março de 2011 no Jornal de Psicologia Social Experimental, Muller e os co-autoires Jack A. Gonçalo da Cornell e Dishan Kamdar do ISB realizaram tres estudos para examinar como pessoas criativas era vistas pelos colegas.
As pessoas que expressaram maior criatividade foram percebidas como pessoas com menor, não maior potencial de liderança. A exceção foi observada quando se solicitou que os particpantes do estudo observassem a liderança carismática. Nessas circunstâncias, os criativos conseguiram sair-se melhor. Mas a questão básica é que, na maioria dos casos, ser criativo parece colocar o indivíduo em posição de desvantagem na escada corporativa. "Não é fácil selecionar líderes criativos", diz Mueller. "Será preciso mais esforço e tempo para reconhecer um líder criativo do que se pensava inicialmente".
Essa realidade deveria ser um dos focos de preocupação daqueles que se sentam nas mesas dos conselhos das corporações ao redor do mundo. Numa recente pesquisa com 1,500 CEO´s pelo Instituto IBM, a criatividade foi considerada como o atributo individual mais importante para o sucesso em liderar uma grande corporação no futuro. Essa descoberta não tão surpreendente para Mueller. "Existe pequisa que mostra que aqueles que tem suas próprias idéias criativas são melhores líderes". "Aqueles indivíduos sabem reconhecer uma boa idéia, são abertos à elas e sabem conduzir essas idéias através da organização. Selecionar líderes criativos é um desafio crítico enfrentado pelas organizações".
Mas compreender a necessidade da criatividade dentro das organizações não é o mesmo que fomentá-la. De fato, o trabalho de Mueller deixa claro que aqueles que pensam "fora da caixa" podem ser penalizados por isso. No primeiro estudo do trabalho, Mueller e seus colegas examinaram essa tendência na divisão de uma grande refinaria na India Central. Um total de 346 funcionários participaram do estudo, com 291 deles sendo avaliados por seu potencial para liderança e 55 funcionários realizando as avaliações. Aos avaliadores, foi solicitado preencher questionários sobre os 291 indivíduos, avaliando tanto o grau em que eles apresentavam novas e úteis ideias, sua perspectiva de tornar-se um líder efetivamente, até o avanço para uma posição real de liderança. Ao analisar o material, Mueller e sua equipe controlaram as probabilidades de que as pessoas criativas simplesmente não estivessem interessadas em ascender na escala da gestão.
O Grupo encontrou uma significativa correlação entre ser criativo e ser visto como material pobre para a gestão. "Por definição, as pessoas dizem que ser criativo é positivo", diz Mueller. "É praticamente quase impossível alguém declarar que eles não querem criatividade. Mas quando alguém realmente apresenta alguma criatividade, há uma resposta de ' Uau, o que é isso?' .Essa questão realmente aparece apenas no momento que a idéia criativa ganha vida. Existe desconforto quando as pessoas se deparam com a criatividade."
"Arremessador de Idéia " versus "Avaliador de Idéias"
Essa descoberta surgiu no segundo estudo. Aqui, Mueller e seus colegas estudaram 194 estudantes que se inscreveram numa grande universidade americana. Metade do grupo foi entitulado "arremessador de idéia", enquanto a outra metade tinha a tarefa de avaliar essas idéias. O desafio era apresentar uma idéia de como uma companhia aérea poderia gerar mais receita com seus passageiros. Dentro do grupo de "arremessadores de idéia", foi instruído à metade deles para apresentarem uma idéia que fosse além de útil, inovadora. À outra metade, foi instruído para apresentar apenas idéias úteis. Os estudantes tiveram 10 minutos para bombardear os avaliadores com suas idéias, e então os avaliadores as classificaram por vários fatores, incluindo qual o potencial de criatividade da idéia e qual o tipo de potencial de liderança que cada arremessador tinha obtido.
Novamente, aqueles que apresentaram idéias criativas foram vistos com significante menos potencial de liderança do que aqueles que apenas apresentaram soluções úteis. Para ter certeza que isso não se reduzia apenas a uma questão de personalidade - que de alguma forma os criativos fossem vistos como menos simpáticos - a equipe de Mueller também questionou sobre a competência e carisma dos arremessadores de idéias. Isso revelou que ambos os grupos eram vistos como igualmente competentes e carismáticos. Então, o problema residia simplesmente na apresentação de uma idéia inteligente, não sendo percebido como um defeito de personalidade.
De acordo com Mueller, essas descobertas eram consistentes com a forma como as pessoas tradicionalmente definiam a liderança empresarial no passado. "O valor que os líderes tem para os grupos reside em criar metas comuns, para que o grupo possa alcançá-las", Mueller ressalta. "E tanto melhores as metas quanto mais claras forem - ninguém quer incertezas. Então os líderes precisam diminuir a incertidão e criar padrões de comportamente para todos do grupo. E eles criam os padões à medida que se moldam à eles."
Ela contrasta esse pensamento com como as pessoas descrevem as pessoas criativas. Outra literatura acadêmica descobriu que quando as pesssoas eram questionadas a respeito do que vinha às suas mentes quando pensavam em pessoas criativas, junto com "visionária" e "carismática", apareciam palavras como "evasiva", "sem foco", "inconformada". O fato é que as pessoas não tem boa imagem a respeito dos indivíduos criativos - eles se sentem de forma ambivalente em relação à eles.
Mueller afirma que, obviamente, nem todas as organizações falham em promover os tipos criativos. Algumas empresas, como IDEO e APPLE são especificamente voltados à estimulação da criatividade e valorizam a inovação; o valor dessas qualidades está intrínseco em suas culturas, não apenas como um simulacro da alta cúpula. Para demonstrar isso, Mueller e seus colegas realizaram um terceiro estudo. Nesse caso, tomaram um grupo de 183 alunos de uma universidade americana e os repartiram em dois grupos. O primeiro grupo foi preparado para pensar na liderança e carisma juntos, já que lhes foi pedido para pensar em cinco atributos que definem um líder carismático. "Quando você ativa a palavra 'carismático' na sua mente, você aceita melhor pensar na criatividade", diz Mueller.
Depois de listar esses atributos, foi entregue à eles uma estória de uma pessoa tendo uma idéia, novamente, de como uma companhia aérea podia gerar mais receita com seus passageiros. Metade do grupo foi alimentado com a história de um indivído que apresneta uma idéia útil, mas não criativa, para resolver um problema, enquanto à outra metade era apresentada a versão de um indivíduo com uma idéia útil e criativa (nesse caso, era cobrar por jogos online durante o vôo). A todos foi pedido para classificar o potencial de liderança das pessoas que apresentaram as idéias. Neste caso,o grupo exposto à idéia criativa classificaram o indivíduo com maior potencial de liderança do que o grupo cuja história de alguém com uma idéia apenas prática.
Mas como seria se as pessoas não estivessem pensando especificamente a respeito de líderes criativos?
Ao segundo grupo não havia sido sugerido pensar em carisma e liderança juntos. A eles foi pedido apenas para listar os atributos de um líder. A palavra "carismático" nunca foi mencionada. Então esses estudantes também foram divididos em dois grupos e fizeram o mesmo exercício de ranquear uma idéia criativa ou apenas uma idéia útil.
Nesse caso, os resultados foram o oposto do primerio grupo estudado - eles classificaram o potencial de liderança da pessoa criativa como menor do que daquele indivíduo que teve apenas uma idéia útil.
Desmascarando os estereótipos
De acordo com Mueller, esse estudo aponta os sentimentos conflitantes que as pessoas frequentemente apresentam frente aos reais pensadores criativos. Nesse estudo, ela e os co-autores escrevem que líderes mais originais podem ser menosprezados em favor da seleção de líderes que preservem o status quo por se apegar às soluções possíveis, mas relativamente pouco originais." Eles sugerem que a realidade criada por esse viés pode explicar porque a pesquisa de líderes da IBM identificou que muitos expressam dúvida ou falta de confiança em assumir responsabilidades em tempos de complexidade. Esses líderes foram ostensivamente promovidos com base nessa percepção prototípica de liderança e agora se deparam com um mundo altamente modificado, que requer respostas muito mais criativas e mais reflexão."
Isso significa que as empresas precisam "desmascarar os estereótipos" contra as pessoas criativas - diz Mueller. "O fato é, algumas pessoas são selecionadas para trilhar a liderança, enquanto outras não. Então, as empresas precisam rever essa questão, e seu sistema de avaliação deveria adequar-se. Os gestores necessitam colaborar no entendimento de quais estereótipos eles tem em mente e como ultrapassá-los".
A chave é como as empresas encaram os traços associados à criatividade "Em algumas culturas é menos problemático que em outras," diz Mueller. "A questão é, 'Como você pensa respeito de descrições como 'evasivo' ou 'desfocado''? Se esses traços são vistos como negativos, então você pode ter um problema." É importante que empresas com essa visão examinem suas perspectivas porque !muitos deles querem ser criativos e não sabem o que estão fazendo errado. Diagnosticar que você é uma dessas empresa é o primeiro passo para a solução da questão."
Certamente, Mueller não está argumentando que todo o 'evasivo', todo bruxo criativo está apto a um posto na gestão. "Ser líder requer multiplas habilidades, e a criatividade é apenas uma delas" diz ela. "Algumas pessoas criativas simplesmente não tem essas outras habilidades. Mas o desafio é reconhecer aquelas que as tem."
Source: Universia Knowledge Wharton
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Trade for those who do not negotiate
Se você preferir, pode ouvir o áudio em Português (if you prefer, you also may listen the audio in portuguese).
The most part of people, to do not say all of them, sell, but do not know that what they are doing can be called “trade”. In other situations, there are people who claim to be incapable of selling anything and, however, have the ability of convincing a large number of people to buy their ideas. They claim to be unable to sell based on a mistaken premise, that any trading action must necessarily involve a product or service.
In the field of ideas, as an example, if you quant to convince your superiors, friends or relatives to do something the way you want, you are certainly selling an idea. It works when a parent asks the kids to arrive home for security reasons, as well as when it comes to the impasse about the time and the moment this parent tries to convince the kid to follow his lead. And, what is it, but to negotiate?
Similarly simplistic, some tips on how to negotiate without being a negotiator makes it possible to observe one´s power of persuasion. At any rate, have you tried to convince yourself to do a particular thing over another? The conflict arises at the moment you do not know what to do and start creating arguments to help you to decide or to justify the decision taken. The negotiation can, therefore, be made with ourselves.
Be an entrepreneur or professional, every professional can apply some negotiation techniques with the objective of improving results in their companies. But worries me to realize that those people are far away to understand the true essence of negotiation, which is, above all, improve their own lives.
10 tips that can improve your professional and personal life
1. The negotiation will be required when, on a simple conversation, emerge a conflict or a decision making need.
2. The well-being and surviving, in your company or related to your family, may depend on a negotiation.
3. Negotiate is to trade within limits that satisfy both involved parts.
4. This way, the lack of a well define objective is the source of unhappiness and dissatisfaction.
5. Negotiate is to use the power to convince the other of your will, being open to indulge in some points previously chosen.
6. Who negotiates, do it intended for the maximum return. As this is not always possible, is necessary to define the baseline, the minimum you accept.
7. Lack of planning for the determination of a minimum goal, is one of the items that causes more frustrations and unhappiness.
8. Do not be afraid to value yourself. It will serve to offset the devaluation your opponent will submit you.
9. Always asks for more and offer a little less. If you are expecting your teens to arrive at home by 10 o´clock, start proposing 9 o´clock. On the other hand, if you expect them to study at least 4 hours a day, you better start with 6.
10. Use the negotiation to obtain the maximum for your business and company, but also to improve your personal life, to turn your personal life more significant and happy.
As you can see, the knowledge of negotiation techniques is not only for who trades, but for anyone who lives in society and share in community with others.
Márcio Miranda is author of best-sellers Negociando Para Ganhar, Ganhe Mais Vendendo Valor...não Preço e Mulheres vencedoras. www.workshop.com.br. –article originally published by HSM Management, translated by Fabricia Moreira to the blog PLANTRADE
The most part of people, to do not say all of them, sell, but do not know that what they are doing can be called “trade”. In other situations, there are people who claim to be incapable of selling anything and, however, have the ability of convincing a large number of people to buy their ideas. They claim to be unable to sell based on a mistaken premise, that any trading action must necessarily involve a product or service.
In the field of ideas, as an example, if you quant to convince your superiors, friends or relatives to do something the way you want, you are certainly selling an idea. It works when a parent asks the kids to arrive home for security reasons, as well as when it comes to the impasse about the time and the moment this parent tries to convince the kid to follow his lead. And, what is it, but to negotiate?
Similarly simplistic, some tips on how to negotiate without being a negotiator makes it possible to observe one´s power of persuasion. At any rate, have you tried to convince yourself to do a particular thing over another? The conflict arises at the moment you do not know what to do and start creating arguments to help you to decide or to justify the decision taken. The negotiation can, therefore, be made with ourselves.
Be an entrepreneur or professional, every professional can apply some negotiation techniques with the objective of improving results in their companies. But worries me to realize that those people are far away to understand the true essence of negotiation, which is, above all, improve their own lives.
10 tips that can improve your professional and personal life
1. The negotiation will be required when, on a simple conversation, emerge a conflict or a decision making need.
2. The well-being and surviving, in your company or related to your family, may depend on a negotiation.
3. Negotiate is to trade within limits that satisfy both involved parts.
4. This way, the lack of a well define objective is the source of unhappiness and dissatisfaction.
5. Negotiate is to use the power to convince the other of your will, being open to indulge in some points previously chosen.
6. Who negotiates, do it intended for the maximum return. As this is not always possible, is necessary to define the baseline, the minimum you accept.
7. Lack of planning for the determination of a minimum goal, is one of the items that causes more frustrations and unhappiness.
8. Do not be afraid to value yourself. It will serve to offset the devaluation your opponent will submit you.
9. Always asks for more and offer a little less. If you are expecting your teens to arrive at home by 10 o´clock, start proposing 9 o´clock. On the other hand, if you expect them to study at least 4 hours a day, you better start with 6.
10. Use the negotiation to obtain the maximum for your business and company, but also to improve your personal life, to turn your personal life more significant and happy.
As you can see, the knowledge of negotiation techniques is not only for who trades, but for anyone who lives in society and share in community with others.
Márcio Miranda is author of best-sellers Negociando Para Ganhar, Ganhe Mais Vendendo Valor...não Preço e Mulheres vencedoras. www.workshop.com.br. –article originally published by HSM Management, translated by Fabricia Moreira to the blog PLANTRADE
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O LÍDER DO NOVO MILÊNIO
Eliana Dutra, diretora executiva da Pro-Fit Coaching e vice presidente da ICF Brasil, analisa três tipos distintos de líder e defende uma geração que tem, de fato, foco no cliente.
Neste novo milênio, o que é ser um líder? O que o líder faz que os outros não fazem? E o que ele não faz que os outros fazem? Kenneth Blanchard, autor de diversos livros sobre liderança e motivação, disse em uma de suas palestras que “não existem líderes naturais”. Uma linha de pensamento que podemos compactuar, pois, em verdade, os chamados “líderes naturais” são apenas pessoas autoritárias com sede de poder.
O líder do novo milênio é o que tem uma visão de um mundo melhor para a sua empresa. É o que sabe comunicar esta visão de forma a inspirar os seus colaboradores, entendendo que o seu papel é ser o coach, o mentor, o treinador.
Dentro desse contexto podemos analisar três tipos de chefe, no qual só um deles irá sobreviver e manter viva a sua organização. Suponhamos que esta organização seja um time de futebol que está no meio de uma partida – todos estão jogando – quando o treinador, que naturalmente está fora do campo, percebe a necessidade de uma mudança tática que ele precisa informar ao time.
O primeiro tipo chama os jogadores e estes largam a bola (o cliente) e vão até a beira do campo para falar com o treinador. Enquanto isso, o time adversário (a concorrência) está marcando o gol. Este tipo, na empresa, quando chama o colaborador espera que este largue tudo e venha correndo. Você o conhece e identifica-o, por exemplo, quando está fazendo uma compra numa loja e o gerente chama o vendedor que larga você, no meio da compra, para atender o chefe.
O segundo tipo ouviu falar que é importante focar no cliente. Assim, quando chama os jogadores para informar a mudança de tática, os jogadores primeiro acabam a jogada e, então, largam o jogo e vão até o treinador. Este segundo tipo já é mais moderno. Primeiro é o cliente, mas se o colaborador está fazendo qualquer outra tarefa ele tem a expectativa que esta atividade seja interrompida para que ele, chefe, seja atendido. O que ele ainda não percebeu é que esta interrupção gera re-trabalho e consequentemente perda de tempo. Enquanto isso, o time adversário faz mais um gol.
O terceiro tipo entendeu que para dar foco no cliente é importante ir mais fundo, ver o jogador e suas jogadas como mais importante que ele próprio. Assim, quando o treinador chama os jogadores, estes esperam uma parada de bola para, só então, ir ao seu encontro. Este terceiro tipo, na empresa, sabe que se contratou aquela pessoa para fazer alguma tarefa, ela é fundamental para o bom atendimento do cliente (direta ou indiretamente). Ele sabe que se o foco é no cliente não pode ser no chefe também. Então, quando ele chama o seu colaborador espera só ser procurado quando a tarefa em curso tiver sido terminada. E esta expectativa foi informada aos seus colaboradores.
Enfim, não existe o líder natural porque o verdadeiro líder no novo milênio é aquele que sabe que desenvolvimento leva tempo, porque passou de um a dois anos aprendendo a treinar seu time de forma tão eficaz que, durante o jogo, ele se diverte vendo-o jogar com perfeito sincronismo. Ele aprecia cada jogador, cada criatividade usada em novas jogadas e o desenvolvimento do todos e de cada um. Ele não tem sede de poder. Ele tem sede de ver sua visão realizada por meio das pessoas.
Eliana Dutra é diretora executiva da Pro-Fit Coaching e vice presidente da ICF Brasil.
FONTE: HSM MANAGEMENT.
Neste novo milênio, o que é ser um líder? O que o líder faz que os outros não fazem? E o que ele não faz que os outros fazem? Kenneth Blanchard, autor de diversos livros sobre liderança e motivação, disse em uma de suas palestras que “não existem líderes naturais”. Uma linha de pensamento que podemos compactuar, pois, em verdade, os chamados “líderes naturais” são apenas pessoas autoritárias com sede de poder.
O líder do novo milênio é o que tem uma visão de um mundo melhor para a sua empresa. É o que sabe comunicar esta visão de forma a inspirar os seus colaboradores, entendendo que o seu papel é ser o coach, o mentor, o treinador.
Dentro desse contexto podemos analisar três tipos de chefe, no qual só um deles irá sobreviver e manter viva a sua organização. Suponhamos que esta organização seja um time de futebol que está no meio de uma partida – todos estão jogando – quando o treinador, que naturalmente está fora do campo, percebe a necessidade de uma mudança tática que ele precisa informar ao time.
O primeiro tipo chama os jogadores e estes largam a bola (o cliente) e vão até a beira do campo para falar com o treinador. Enquanto isso, o time adversário (a concorrência) está marcando o gol. Este tipo, na empresa, quando chama o colaborador espera que este largue tudo e venha correndo. Você o conhece e identifica-o, por exemplo, quando está fazendo uma compra numa loja e o gerente chama o vendedor que larga você, no meio da compra, para atender o chefe.
O segundo tipo ouviu falar que é importante focar no cliente. Assim, quando chama os jogadores para informar a mudança de tática, os jogadores primeiro acabam a jogada e, então, largam o jogo e vão até o treinador. Este segundo tipo já é mais moderno. Primeiro é o cliente, mas se o colaborador está fazendo qualquer outra tarefa ele tem a expectativa que esta atividade seja interrompida para que ele, chefe, seja atendido. O que ele ainda não percebeu é que esta interrupção gera re-trabalho e consequentemente perda de tempo. Enquanto isso, o time adversário faz mais um gol.
O terceiro tipo entendeu que para dar foco no cliente é importante ir mais fundo, ver o jogador e suas jogadas como mais importante que ele próprio. Assim, quando o treinador chama os jogadores, estes esperam uma parada de bola para, só então, ir ao seu encontro. Este terceiro tipo, na empresa, sabe que se contratou aquela pessoa para fazer alguma tarefa, ela é fundamental para o bom atendimento do cliente (direta ou indiretamente). Ele sabe que se o foco é no cliente não pode ser no chefe também. Então, quando ele chama o seu colaborador espera só ser procurado quando a tarefa em curso tiver sido terminada. E esta expectativa foi informada aos seus colaboradores.
Enfim, não existe o líder natural porque o verdadeiro líder no novo milênio é aquele que sabe que desenvolvimento leva tempo, porque passou de um a dois anos aprendendo a treinar seu time de forma tão eficaz que, durante o jogo, ele se diverte vendo-o jogar com perfeito sincronismo. Ele aprecia cada jogador, cada criatividade usada em novas jogadas e o desenvolvimento do todos e de cada um. Ele não tem sede de poder. Ele tem sede de ver sua visão realizada por meio das pessoas.
Eliana Dutra é diretora executiva da Pro-Fit Coaching e vice presidente da ICF Brasil.
FONTE: HSM MANAGEMENT.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
The tribes we lead
Olá!
Ando pesquisando muito, dormindo poucas horas, buscando idéias e assuntos de interesse comum, para compartilhar nesse blog, e também nos treinamentos que estou preparando.
E, de nessa busca, me deparei com uma idéia que ainda não tinha me ocorrido, colocada dessa forma, a respeito de liderança. Estamos definitivamente re-desenhando a forma de nos relacionarmos, e muitos já despertaram para as implicações e grandes possibilidades dessas mudanças.
Esse vídeo é muito interessante. Apesar de um pouco longo, aprox. 18 minutos, vale a pena. E sinta-se livre para discordar! Do conferencista Seth Godin e de mim... afinal, o que importa é encontrar sua tribo.
Um abraço carinhoso e até o próximo post!
Ando pesquisando muito, dormindo poucas horas, buscando idéias e assuntos de interesse comum, para compartilhar nesse blog, e também nos treinamentos que estou preparando.
E, de nessa busca, me deparei com uma idéia que ainda não tinha me ocorrido, colocada dessa forma, a respeito de liderança. Estamos definitivamente re-desenhando a forma de nos relacionarmos, e muitos já despertaram para as implicações e grandes possibilidades dessas mudanças.
Esse vídeo é muito interessante. Apesar de um pouco longo, aprox. 18 minutos, vale a pena. E sinta-se livre para discordar! Do conferencista Seth Godin e de mim... afinal, o que importa é encontrar sua tribo.
Um abraço carinhoso e até o próximo post!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
QUERO FALAR DE AMOR!
Esse texto escrevi no dia 24 de abril, refletia sobre a frase do livro "O Monge e o Executivo", que diz: "Não tenho necessariamente que gostar de meus jogadores e sócios, mas como líder devo amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização."
Essa reflexão, aliada à um evento pessoal, fez surgir o texto a seguir:
QUERO FALAR DE AMOR!
Você conhece o ditado: quando perder, não perca a lição? Hoje é um bom dia para interligar conceitos. E para falar de amor.
Não aquele amor arrogante, mascarador de orgulho, que conhecemos, com o qual sempre nos deparamos nos filmes, nas publicidades da TV, na vida perfeita de comercial de margarina. Estou falando de amor!
Vamos refletir: porque existe tanta confusão quando tentamos interpretar as mensagens de mestres da sabedoria, como Jesus, Buda, ou os Profetas? Porque eles falavam de amor. Acho que hoje comecei a entender um pouquinho.
Levou muito tempo para que esse conceito chegasse ao meu coração. Ele estacionou muito tempo em meu cérebro, ficou dando voltas por lá, bateu no meu orgulho, no meu egoísmo, na minha indiferença. E hoje, acho que esqueci de atarracar um ferrolho da armadura do meu coração. Fiquei sem resistência, e comecei a entender um pouco do Amor.
Esqueça tudo o que você sabe, ou acha que sabe: o amor não floresce num campo de lírios e girassóis, cercado por um dia incrivelmente claro, na bucólica paisagem da felicidade. Nada! Pura bobagem. O que nasce nesses lugares são o desejo, a cobiça, a satisfação do 'eu'.
Quando alguém muito apaixonado diz "Eu te amo", na verdade está dizendo: enquanto você me fizer sentir isso, eu te retribuo.
Mas amor nada tem a ver com retribuição. É um sentimento difícil de ser conquistado. Nasce nas paisagens mais inóspitas, alguns dizem que no topo de uma montanha. Pois eu atesto que é no fundo de uma caverna.
Quando você não tiver nada a ganhar, nenhuma barganha.
Quando você tiver todos os motivos para deixar como está, ou ir embora carregando o oposto do amor, o ódio, seu antagonista de força idêntica.
Quando você sentir que nada do que você faça para a pessoa amada trará algum ganho colateral na sua vida, e ainda assim, você SABE que amar sem medida é a única coisa certa a ser feita,...
Nesse momento, você está encontrando o caminho para o amor.
Mas eu disse: não é fácil. Muitos, mesmo vislumbrando o amor, desistem dele.
Dizem que o amor exige sacrifícios. Não sei dizer, pois tenho a impressão de que, quando ele finalmente entra em nosso coração, nada é tão dificil. Como na música americana: there's no mountain high enough...
Você saberá quando o encontrar.
Porque ele une contraditórios. Ele derruba conceitos e preconceitos.
Agarre-se à ele. A luz que ele produz na alma é alimento suficiente para tirá-lo da caverna escura onde ele nasce. Revela belezas as mais inesperadas.
Raro esse tal amor! Apenas agora encontro sua trilha...
Claro, ainda quero me apaixonar e dizer: "eu te amo" em retribuição ao sentimento de plenitude despertado pelo desejo satisfeito.
Mas hoje, especificamente hoje, estou atordoada com o Amor.
Essa reflexão, aliada à um evento pessoal, fez surgir o texto a seguir:
QUERO FALAR DE AMOR!
Você conhece o ditado: quando perder, não perca a lição? Hoje é um bom dia para interligar conceitos. E para falar de amor.
Não aquele amor arrogante, mascarador de orgulho, que conhecemos, com o qual sempre nos deparamos nos filmes, nas publicidades da TV, na vida perfeita de comercial de margarina. Estou falando de amor!
Vamos refletir: porque existe tanta confusão quando tentamos interpretar as mensagens de mestres da sabedoria, como Jesus, Buda, ou os Profetas? Porque eles falavam de amor. Acho que hoje comecei a entender um pouquinho.
Levou muito tempo para que esse conceito chegasse ao meu coração. Ele estacionou muito tempo em meu cérebro, ficou dando voltas por lá, bateu no meu orgulho, no meu egoísmo, na minha indiferença. E hoje, acho que esqueci de atarracar um ferrolho da armadura do meu coração. Fiquei sem resistência, e comecei a entender um pouco do Amor.
Esqueça tudo o que você sabe, ou acha que sabe: o amor não floresce num campo de lírios e girassóis, cercado por um dia incrivelmente claro, na bucólica paisagem da felicidade. Nada! Pura bobagem. O que nasce nesses lugares são o desejo, a cobiça, a satisfação do 'eu'.
Quando alguém muito apaixonado diz "Eu te amo", na verdade está dizendo: enquanto você me fizer sentir isso, eu te retribuo.
Mas amor nada tem a ver com retribuição. É um sentimento difícil de ser conquistado. Nasce nas paisagens mais inóspitas, alguns dizem que no topo de uma montanha. Pois eu atesto que é no fundo de uma caverna.
Quando você não tiver nada a ganhar, nenhuma barganha.
Quando você tiver todos os motivos para deixar como está, ou ir embora carregando o oposto do amor, o ódio, seu antagonista de força idêntica.
Quando você sentir que nada do que você faça para a pessoa amada trará algum ganho colateral na sua vida, e ainda assim, você SABE que amar sem medida é a única coisa certa a ser feita,...
Nesse momento, você está encontrando o caminho para o amor.
Mas eu disse: não é fácil. Muitos, mesmo vislumbrando o amor, desistem dele.
Dizem que o amor exige sacrifícios. Não sei dizer, pois tenho a impressão de que, quando ele finalmente entra em nosso coração, nada é tão dificil. Como na música americana: there's no mountain high enough...
Você saberá quando o encontrar.
Porque ele une contraditórios. Ele derruba conceitos e preconceitos.
Agarre-se à ele. A luz que ele produz na alma é alimento suficiente para tirá-lo da caverna escura onde ele nasce. Revela belezas as mais inesperadas.
Raro esse tal amor! Apenas agora encontro sua trilha...
Claro, ainda quero me apaixonar e dizer: "eu te amo" em retribuição ao sentimento de plenitude despertado pelo desejo satisfeito.
Mas hoje, especificamente hoje, estou atordoada com o Amor.
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