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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Garoto inventa campainha que liga para celular e ganha fortuna


Fonte: Folha de São Paulo/ BBC Brasil
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A thirteen years old boy from Croydon, south of London, invented a doorbell that, once plyaed, makes a phone call to a cellular phone.

Laurence Rook received more than 20 thousand orders and estimates that he will earn about 250.000 pounds, about 650.000 reais.

The invention has two utilities. For known people, the resident may explain that his is not at home. In case of thiefs, it is possible to avoid theft and invasions by pretending to be home.

He tells that the idea came out when a delivery company tried to make a delivery at his house and there was nobody home to receive it.

The model was developed for a school competition. He intends to reserve part of the money for college and the other part he will use for his own amusement.

Laurence patented the idea and with a help from a family friend, Paula Ward, hired a China company for scale production.

Now they negociate to make the production arrive to the britain shops in September.

*Translated specially for Plantrade Blog.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nosso Blog Mudou!

Queridos leitores, que nos acompanham há mais de um ano, e para vocês que estão começando a nos conhecer agora:

Nosso blog foi criado com o objetivo inicial de tornar-se um ponto de contato virtual com nosso networking, extenso e diversificado, localizado em tantos países diferentes. Essa ferramenta e a internet são os meios que temos de mantermos a comunicação em dia, mesmo que virtualmente.

Passado esse ano inteiro, nossa idéia veio amadurecendo, e percebemos que um novo passo deveria ser dado. Tenho sido muito questionada sobre a possibilidade de compartilhar meus conhecimentos e experiências na área de negócios e, especificamente, na área internacional, com aqueles que gostariam de ingressar ou melhorar sua gestão nesse segmento.

Por isso, estamos criando uma série de produtos e serviços que serão divulgados a partir desse blog. Entre eles, alguns treinamentos específicos para a área internacional. Outros, focados em gestão comercial e outros, ainda, em desenvolvimento organizacional.

Quero agradecer aos leitores que desde o início desse projeto estiveram comigo, me apoiando, dando sugestões de melhoria, incentivando e, principalmente, criticando o blog. Através de vocês, de sua contribuição, foi possível entender os rumos desse projeto.

Continuamos sendo um espaço aberto, e queremos continuar contando com vocês entre nossos leitores. Obrigada até aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

ENTREVISTA COM UMA EMPREENDEDORA DE SUCESSO

CARLA ESTEVES TEIXEIRA é a proprietária da Jeitos & Formas, uma empresa que já nasceu com vocação para unir o lúdico e a tecnologia. Mas, mais do que isso, Carla transfere para a empresa suas convicções pessoais, o que torna a Jeitos & Formas uma empresa diferenciada e modelo para novos empreendimentos. Confira a entrevista que fiz com a Carla, exclusivamente para o Blog PLANTRADE:

PLANTRADE: Carla, conte-nos um pouco sobre como nasceu a idéia da Jeitos & Formas. Em que momento de sua vida essa empresa começou a tomar corpo, tornar-se realidade, o que te impulsionou a empreender?
Carla:
A Jeitos & Formas nasceu da vontade de fazer o que gosto. Não queria morrer frustrada, sem tentar viver do que me realiza totalmente, mais ou menos como um jogador de futebol, que ganha a vida fazendo o que gosta. A empresa tomou corpo quando tive a idéia do negócio. Pela primeira vez havia pensado em algo que fez meu coração acelerar e minha razão acreditar que devia pedir demissão e apostar no meu produto. O impulso foi dado quando acreditei no que tinha nas mãos e na vontade de viver uma vida sem monotonia.


PLANTRADE: Como uma nova empreendedora, imagino que tivestes que aprender muitas coisas novas, para tornar a Jeitos & Formas uma realidade. Quais foram teus passos, como empreendedora, e quais foram os momentos mais desafiadores até o instante do empreendimento finalmente ir à público?
Carla: O primeiro passo foi buscar suporte, pois o caminho era desconhecido. Investi num bom plano de negócio, o qual eu mesma elaborei e participei do edital da incubadora da universidade Veiga de Almeida, que para sorte da empresa foi selecionado e hoje fazemos parte do núcleo de empreendedorismo. Lá recebemos suporte para desenvolver o plano apresentado. Como nosso produto é algo inovador, o processo criativo tomou muito tempo para que no final tivéssemos nas mãos um conceito e não simplesmente um produto. A parte burocrática também atravancou muito nosso processo e o envolvimento com papeis fez com que percebêssemos rapidamente que não seria nada fácil empreender no Brasil.


PLANTRADE: Sabemos que a Jeitos & Formas é diferente porque, além de trazer o sonho, o lúdico e a beleza para a vida adulta, faz isso de maneira muito atual: comercializando e contatando com seus clientes via internet. Mas, além disso, o que torna a Jeitos & Formas um case a ser estudado, são os conceitos de inclusão e sustentabilidade, praticados por uma pequena empresa, e implantados no DNA da empresa desde o nascimento. Conte-nos um pouco sobre essa experiência, até para desmistificar a idéia que inclusão e sustentabilidade são ocupações das grandes empresas:
Carla: Sim, como falei anteriormente a Jeitos & Formas, não trouxe para o mercado mais um produto, ela investiu num conceito. O produto carrega o que acredito. A primeira coisa que pensei quando a idéia veio à mente foi: - só vou conseguir passar credibilidade e vender um produto que acredite. Sendo assim, jamais poderia vender algo que fosse contra meus princípios pessoais de solidariedade e amizade com a natureza. Não poderia me trair. Sendo assim, procuramos cooperativas sociais para fazer a produção. Junto às comunidades, recrutamos e ensinamos a arte do artesanato ofertando a elas uma opção de gerar renda e ampliar seus conhecimentos. O corte dos produtos é totalmente artesanal, não havendo desperdício. As sobras são doadas para as cooperativas para fazerem produtos para comercializar ( peso de porta, flores de fuxico, etc.). As bonecas usam hashis reciclados e botões de coco personalizados com nossa logomarca. As embalagens são reaproveitáveis com o intuito de não gerar lixo. Também usamos Rami, cordão de uma planta em formato de coração que é 100% natural. Um de nossos lemas é que com pouco se faz muito. Por isso, desde o início desenvolvemos pequenas ações que no final somam-se e fazem com que a Jeitos & Formas faça algo pelas pessoas e pelo planeta. Não importa o quanto, mas o que você faz! Pensando assim, conseguimos seguir sempre em busca do melhor para empresa e seus stakeholders.

PLANTRADE: Estamos até aqui, deixando o leitor curioso sobre o que, efetivamente, a Jeitos & Formas oferece. Vamos matar essa curiosidade?
Carla: Essa parte devo tomar cuidado, pois sou apaixonada pelo nosso produto e geralmente não o descrevo e sim faço uma declaração de amor. Mas, enfim, nosso produto são bonecas de pano artesanais que carregam mensagens especiais impressas em tecido 100% garrafa Pet ( as mensagem podem ser escritas pelo cliente ou temos um cantinho de inspiração, no site, com textos prontos). A boneca carrega a mensagem em uma bolsinha ecológica e vem numa embalagem reaproveitável. Pensando na utilidade do que estamos oferecendo, conseguimos desenvolver um produto que é todo reaproveitado, pois a boneca serve como enfeite e tem como valor agregado o afeto de quem lhe presenteou, isso fará com que o presenteado a guarde para sempre. A mensagem pode ser exposta em porta-retratos, murais, customizada em bolsa, roupa, ou seja, depende da criatividade de cada um. A bolsinha ecológica vira porta celular. A embalagem, uma transforma-se num suporte de plantas e vem com semente de amor perfeito e a outra um porta-objeto com lugar exclusivo para expor a mensagem.

PLANTRADE: Para finalizar, sugiro compartilharmos com nossos leitores a entrevista que concedeste ao Programa Painel Nacional, com Gláucia Araújo, no Rio de Janeiro. Lá tem tantas informações bacanas para quem quer conhecer a empresa e, quem sabe, seguir os passos da Jeitos & Formas:
Carla: Tudo que desejamos é compartilhar experiências, é e uma honra puder conceder essa entrevista a um blog tão rico de informações para ingressar no mundo econômico.


PLANTRADE: Muito obrigada pela entrevista, por conceder-nos esses momentos de alegria em compartilhar uma linda história de empreendedorismo e amor. Para finalizar, deixamos o website da Jeitos & Formas, pra que vocês, leitores, acessem e conheçam as bonecas mensageiras. Elas levam junto de si, além do amor, um pouco de quem as envia, nas suas palavras e no gesto tão delicado de escolher um presente e uma mensagem personalizada para quem recebe. Vem conferir no site: www.jeitoseformas.com.br.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Uma empreendedora Afegã - História de Gestão

Fatema Akbari há muito tempo crê que a mulher pode fazer quase tudo o que um homem faz, uma forma de pensar não muito comum em seu país, no Afeganistão e certamente não compartilhado pela maioria de suas compatriotas. Essa convicção levou-a a optar pela carpintaria quando entrou para a área de negócios em 2003.
“Eu não estava particularmente interessada em carpintaria”, admite. “Mas eu queria ter um trabalho tipicamente masculino e eu queria que essa ocupação respondesse à uma necessidade”.

A empresa de Akbari, Guillistan Sadaqat, produz móveis de madeira: bancos, mesas, janelas e esquadrias, e também brinquedos infantis. Se por um lado o artesanato em madeira é útil, o negócio preenche uma necessidade ainda maior: proporcionar empregos. Akbari prioriza a contratação de mulheres – 82 até a presente data – cujos maridos tenham sido assassinados ou mutilados pela guerra. “ Qualquer pessoa que consegue um trabalho através do nosso departamento de veteranos, consegue devido a seu relacionamento com alguém lá dentro, não baseado em mérito. Muitas famílias passam por grandes necessidades, mas nunca conseguem uma resposta favorável, especialmente uma colocação no mercado de trabalho. Não é difícil encontrá-los, e essas são as pessoas que eu estou procurando” – diz Akbari, falando através de um tradutor.

Akbari também ajuda milhares de mulheres em sua área de negócios como representante eleita do Distrito 13 Shawra, ou conselho empresarial. Mulheres afegãs que começam seus pequenos negócios caseiros nas áreas urbana e rural, tornam-se membros de conselhos onde podem compartilhar recursos e conhecimentos. “Como membro do conselho de mulheres, eu trabalho fortemente com outras mulheres de negócios e disponibilizamos uma cobertura de serviços para 5,000 mulheres”, pontua Akbari.

O governo não tem participação nos assuntos do Distrito 13. Eles não ajudam em nada aos veteranos lá.

Mesmo com um network tão extensivo, a empresa de carpintaria de Akbari sofreu até poucos anos atrás, quando ela encontrou ajuda através da BPeace, um rede não-lucrativa, de profissionais da área de negócios, que apóiam voluntariamente aos empreendedores afegãos e de outras áreas de conflito. Logo após, Akbari se tornou uma estudante do Goldman Sachs 10,000 Women na Universidade Americana do Afeganistão. “Eu aprendi muito no programa 10,000 Women”, diz Akbari. “ Eu aprendi a importância da administração do tempo e que eu deveria estar no trabalho 10 minutos antes que qualquer outra pessoa. Eu aprendi a ser mais organizada”. Durante uma recente visita aos Estados Unidos, para participar de um treinamento para aperfeiçoamento na área de negócios, Akbari observou com atenção o arranjado desenho das mercadorias nas prateleiras. “No afeganistão, nós fazemos cadeiras e bancos e não apresentamos eles de forma organizado. Se precisamos mostrar um produto, temos que retirá-lo do meio de um monte de outros produtos que estão lá”.

Algumas lições de recursos humanos do treinamento no programa 10,000 Women, influenciaram as recentes decisões de Akbari, particularmente no que se trata de contratar membros da família para trabalhar no negócio, uma prática afegã comum. Embora seu filho e sua filha trabalhassem ambos para no seu empreendimento, a contribuição de ambos era desigual. “Minha filha estava bem, mas meu filho Zaman não correspondia à minha expectativa”, confessa Akbari. “ Mesmo que seus empregados sejam da familia, eles tem responsabilidades e devem responder pelo que lhes é designado”.

Estabelecendo limites

É comum aos donos de negócios no Afeganistão contratar membros da família, por serem de confiança – mas isso não significa que eles sejam produtivos – diz Mahbouba Seraj, instrutora do 10,000 Women. Homens afegãos, como no caso de Zaman, frequentemente entitulam-se mais donos do negócio, o que não necessariamente traduz um forte senso ético. “Não estamos muito acostumados a falar abertamente uns com os outros no Afeganistão, e acabamos criando problemas dessa ordem”, pontua Seraj, especialista em gestão de negócios familiares. “Eu digo às mulheres empreendedoras que elas não devem tratar os membros da familia de maneira diferente dos outros empregados. Elas devem comunicar suas expectativas desde o princípio, oferecer um período de experiência aos familiares e acompanhar de perto o progresso de cada um deles. Se os limites forem estabelecidos, elas podem evitar uma série de problemas. Do contrário, os membros da família acabam tirando proveito da situação, especialmente os rapazes”.

Uma empreendedora que continuamente se vê frustrada em suas expectativas em relação a produtividade de um membro da familia, deve agir imediatamente – Diz Seraj. “Eu sugiro que ela diga: Ponha-se no meu lugar, o que você faria nessas circunstâncias? Eu tenho essa empresa e devo produzir essa quantidade e você não está cumprindo com sua parte. Como resultado, estamos perdendo a confiança dos clientes e perdendo dinheiro”.

Akbari foi categórica na abordagem e resolução da situação com seu filho: “Eu decidi que, se meu filho não trabalhava corretamente, então ele não deveria trabalhar nesta empresa. Eu disse à ele para ir para onde ele se sentisse mais adaptado”- diz ela. Zamam agora está engajado no Serviço Militar Afegão, e Shahia, outra estudante do 10,000 Women, deixou a empresa para abrir sua própria fábrica de sapatos, a Creative Afghan Women.

Akbari mapeou a estratégia de sua empresa para os próximos 5 anos: “meu plano mais importante é mudar-me para um prédio real, porque até agora, estamos trabalhando embaixo de tendas”, diz ela. “Eu quero construir uma fábrica”. Akbari espera começar uma divisão de negócios que recicla a serragem e o papel usado, resíduos de sua própria produção, transformando-os em caixas de papelão. “Dessa forma, posso empregar mais mulheres e ajudar o meio-ambiente”.

Fonte: Knowledge Wharton - 10,000 Women Program.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Delegar é Preciso

Queridos leitores e seguidores do blog,

Estou entusiasmada com as opções que esse incrível mundo da internet nos oferece.

Um segredinho que quero compartilhar com vocês: filha de radialista e jornalista, desde muito cedo frequentei os estúdios de rádio e salas de edição de jornais.

Equipamentos analógicos, máquinas de escrever elétricas - sim, esse era o "hit" do momento, lá quando eu tinha 8-10 anos de idade. Quando surgiu a máquina de datilografia com memória, nossa! Enlouqueceu muita gente, era o fim do desperdício de tempo e papel. Porque antes, qualquer tecla digitada errada, significava recomeçar o trabalho do início. Imagina se você já estava no fim da página ou do documento em que estava trabalhando...

Por isso, saber datilografar era imprescindível para qualquer profissional. Tanto que aos 15 anos, eu já era craque nesse negócio, conseguia datilografar mais de 180 batidas por minuto (assim é que se contava a velocidade). Por isso, fui convidada para ser professora de datilografia.

Mas porque estou contando tudo isso? Para fazer uma analogia com o mesmo mundo que vivo agora, 30 anos depois... Pouco tempo, se pensarmos no tamanho da mudança.

Mas, se naquela época era imprescindível saber fazer um trabalho de datilografia limpo, sem erros, hoje é fato que nós, os que somos jovens há mais tempos, temos que nos alfabetizar em outras linguagens. Esse é o espírito que me levou a buscar, auto-didaticamente, a sair em busca de informações sobre podcasts, vídeos na internet, slide-share, etc. Porque não basta mais ter excelentes idéias, se não as tornarmos acessíveis ao maior número possível de pessoas.

Mas isso também me faz refletir muito sobre o que quero publicar, pois se deter a informação e não compartilhá-la é bem ruim, acredito ser ainda pior divulgar informação de péssima qualidade... espero estar cumprindo meu papel divulgando informações de relevância para os que tão generosamente me oferecem seu tempo, lendo e ouvindo as publicações deste blog.

Por isso, mais um podcast curtinho, de aproximadamente 3 minutos, falando um pouquinho sobre um assunto complicado e controverso: a delegação de responsabilidades. Quem é empreendedor, empresário, que começou "do zero" e "se fez sozinho", sabe do que estou falando.

Mas assim como eu estou me esforçando para aprender novas ferramentas de comunicação, buscando alternativas para me tornar uma blogueira melhor, também os gestores precisam fazer um esforço para se tornarem os líderes que potencialmente já são.

Esse podcast abaixo, é uma adaptação do texto publicado na revista Bens & Serviços, do sistema Fecomércio-RS, edição de Janeiro.

Enjoy it!