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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Requerimento IATA para etiquetas de produtos de saúde sensíveis às condições de tempo e temperatura

Prezados Leitores,

Segue abaixo comunicado veiculado através do site da IATA:


A partir de 01 de julho de 2012, em concordância com a 12ª edição do Manual de Regulamentos de Cargas Perecíveis (Perishable Cargo Regulations Manual) da IATA (International Air Transport Association), todo embarque de produtos de saúde, sensíveis às condições de tempo e temperatura, deverão ter a etiqueta padronizada pela IATA chamada "Time and Temperature Sensitive Label", para que o transporte seja realizado.

A etiqueta de sensibilidade às condições de tempo e temperatura é específica para a indústria de saúde, e deverá ser fixada em todo embarque desta natureza. Lembrando que, é de responsabilidade do exportador, assegurar que a etiqueta seja aplicada de forma adequada para embarques despachados como tal.

A metade inferior da etiqueta nunca deverá ser deixada em branco e deverá indicar a variação de temperatura externa, permitida durante o transporte do embarque. Esta variação de temperatura permitida deverá ser indicada, somente, em graus Celsius.

Alguns pontos importantes deverão ser considerados no uso dessas etiquetas:

• As etiquetas deverão ser compradas diretamente da IATA ou de fornecedores locais;
• É importante que os dados de temperatura contidos na etiqueta correspondam com o “HAWB”;
• A etiqueta deverá ser usada somente em embarques com níveis de temperatura controlada. Não deverá ser usada em carregamentos despachados como carga em geral.

Para mais informações, a IATA disponibilizou um FAQ em seu site, conforme link abaixo:
http://www.iata.org/whatwedo/cargo/Pages/perishables.aspx.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Variação Cambial permite retomada das Exportações

Há duas semanas estamos verificando a oscilação cambial, intensificada na última semana, o que tem levado os importadores a fazer muitas contas e retardar suas compras no exterior, até que se observe uma tendência e estabilização da variação cambial.

Enquanto isso, com o real menos valorizado e o câmbio favorável, os micro e pequenos empresários já vislumbram novamente o mercado externo e encontram margem de lucro e reserva financeira para oferecer descontos atrativos para clientes estrangeiros.

Várias empresas que vinham enfrentando retração nas vendas ao mercado externo, têm sido consultadas por clientes do exterior, e agora sentem-se em condições de fechar bons negócios.

É imperativo, entretanto, que se procure observar o mercado com algum alcancede vistas na linha temporal. Produzir rápido, vender rápido e receber rápido, pois ainda não se pode prever o comportamento da moeda nos próximos meses.

É preciso lembrar que além da inconstância cambial, o mercado externo enfrenta várias crises e está em retração econômica. Antes de ter bom preço, é preciso ter para quem vender.

E, quando concretizada a venda, é preciso receber por ela.

Aqui, entram os cuidados técnicos que muitos empresários brasileiros se esquecem de tomar, nas vendas ao exterior, assumindo riscos desmedidos. Os cuidados com a documentação, o amparo de uma garantia de crédito que permita ao exportador a certeza da liquidez de seus créditos de exportação.

Infelizmente nenhuma medida poderá diminuir o risco cambial, mas quanto mais se domina o assunto, menos riscos de inadimplência se assume.

O OUTRO LADO
Já quem importa insumos, está sofrendo um impacto de elevação de custos na ordem de 20% em média. E terá que lidar com esse aumento de custo e repassar para os seus clientes.

A flutuação cambial, quando drástica como a da semana passada, dificulta a administração dos custos e tende a consumir parte do lucro projetado.

Se o importador, por outro lado, for também exportador, existem medidas de proteção que podem ser tomadas para minimizar o impacto dessa flutuação.

Entre elas,  a utilização de mecanismos de redução de custos de importação oferecidos pelo governo, como o Drawback.

Se ele exige um alto grau de organização e controle, por outro lado, reduz muito a carga de impostos na importação de insumos destinados a produtos a exportar, melhorando em muito a competitividade do produto brasileiro no exterior.

O empresário e industrial deve estar atento e buscando alternativas.

A variação cambial não atinge a todos de maneira igual. Aqueles mais atentos, preparados e ousados, conseguem minimizar seus impactos.




terça-feira, 7 de junho de 2011

Nosso Blog Mudou!

Queridos leitores, que nos acompanham há mais de um ano, e para vocês que estão começando a nos conhecer agora:

Nosso blog foi criado com o objetivo inicial de tornar-se um ponto de contato virtual com nosso networking, extenso e diversificado, localizado em tantos países diferentes. Essa ferramenta e a internet são os meios que temos de mantermos a comunicação em dia, mesmo que virtualmente.

Passado esse ano inteiro, nossa idéia veio amadurecendo, e percebemos que um novo passo deveria ser dado. Tenho sido muito questionada sobre a possibilidade de compartilhar meus conhecimentos e experiências na área de negócios e, especificamente, na área internacional, com aqueles que gostariam de ingressar ou melhorar sua gestão nesse segmento.

Por isso, estamos criando uma série de produtos e serviços que serão divulgados a partir desse blog. Entre eles, alguns treinamentos específicos para a área internacional. Outros, focados em gestão comercial e outros, ainda, em desenvolvimento organizacional.

Quero agradecer aos leitores que desde o início desse projeto estiveram comigo, me apoiando, dando sugestões de melhoria, incentivando e, principalmente, criticando o blog. Através de vocês, de sua contribuição, foi possível entender os rumos desse projeto.

Continuamos sendo um espaço aberto, e queremos continuar contando com vocês entre nossos leitores. Obrigada até aqui.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Exportação: Governo vai simplificar devolução de créditos do PIS e Cofins

Novas regras valerão a partir de 2012 com devolução ao exportador em até 60 dias

Ascom Ministério da Fazenda

Brasília - O Ministério da Fazenda publicou, nesta quarta-feira (25/05), no Diário Oficial da União, portaria número 260, que simplifica a devolução dos créditos de PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para os exportadores. As regras anteriores eram definidas pela portaria 348, de 16 de junho de 2010.

Com a mudança, as empresas que tiverem 10% de seu faturamento bruto oriundos de exportação terão direito à devolução dos créditos. Pela legislação anterior, o faturamento bruto era de 15% nos últimos dois anos.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo está preparando um mecanismo automático de ressarcimento de crédito, que deve começar a ser implantado entre junho e dezembro deste ano. “Os créditos serão liberados em 60 dias, de forma quase automática. Isso é um alívio para o exportador, que tradicionalmente ficava muitos anos para ter a devolução do crédito”, disse o ministro ao chegar ao edifício-sede do ministério nesta manhã. Ouça a entrevista do ministro aqui.

Mantega ressaltou, ainda, que os empresários poderão resgatar o estoque de créditos acumulados desde 2009. Antes, os exportadores estavam limitados a resgates a partir de abril de 2010. Segundo ele, o fluxo atual de créditos pedidos pelas empresas está em torno de R$ 2 bilhões.

Serviço
Ministério da Fazenda
Esplanada dos Ministérios, Bloco P, 70048-900
Brasília-DF, Telefone: (61) 3412-2000/ 3000

Fonte: Agência Sebrae

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Drawback Integrado Isenção entra em vigor -

Segundo notícia do MDIC desta segunda-feira (21/02), entrou em vigor a Portaria no. 08 da SECEX, que implementa o novo regime de Drawback Integrado Isenção.

O objetivo é tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional, incentivando as exportações.

O regime de Drawback isonera impostos sobre insumos vinculados à exportação de produtos acabados.

Na modalidade ISENÇÃO, é permitida a isenção ou redução a zero de impostos para reposição de mercadoria equivalente à utilizada na industrialização de produto já exportado.

Com as novas regras, a empresa pode optar por utilizar a isenção para a quantidade importada ou adquirida no mercado interno de acordo com a combinação de maior viabilidade econômica.

Essa escolha representa a inovação do regime. Antes, os benefícios eram possíveis somente para a reposição de materiais importados por novos materiais importados. Agora é possível a desoneração tributária aos insumos adquiridos no mercado interno.

Além das mercadorias equivalentes às empregadas ou consumidas na industrialização de produto exportado, o regime também ampara duas novas situações: mercadorias empregadas no reparo, criação, cultivo ou atividade extrativista de produto já exportado; ou na industrialização de produto intermediário fornecido diretamente à empresa industrial-exportadora ou consumido na industrialização de produto final já exportado.


Fonte: MDIC - adaptado para o Blog PLANTRADE.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Primeira Exportação: Reunião de Planejamento 2011/2012



Gestores do projeto Primeira Exportação de nove estados estiveram, na última terça-feira (15/2), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para uma reunião de coordenação técnica para elaborar o planejamento para os anos de 2011 e 2012.

O diretor de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Roberto Dantas, disse aos representantes das novas administrações estaduais que o Primeira Exportação será focado em uma gestão de resultados. "Vamos ter novas metas que podem ser alcançadas e objetivos mais claros sobre como realizar a seleção das empresas para o projeto", falou.

Dantas argumentou ainda para os gestores estaduais que "expor os produtos de uma região à concorrência externa é uma das melhores maneiras para se preparar para a concorrência do próprio mercado interno brasileiro, cada vez mais globalizado". Por isso, o diretor disse que a Secex irá trabalhar junto com os gestores para construir e expandir as estratégias estaduais de comércio exterior.

A coordenação nacional do projeto pretende consolidar o sistema de gestão integrada e a metodologia de implementação nos estados, aprimorar a interlocução com os comitês gestores, os governos estaduais e as entidades vinculadas.

A prioridade atual da Secex é aperfeiçoar a gestão do projeto, otimizar resultados e aumentar o número de empresas que concluem as etapas de acompanhamento para que elas comecem a exportação. Para tanto, é necessário que a pré-seleção das empresas tenha como critério essencial o potencial exportador da organização.

Primeira Exportação

O objetivo do projeto é aumentar a base exportadora brasileira através da inclusão e manutenção das micro, pequenas e médias empresas no mercado internacional, por meio do acompanhamento sistematizado do processo de internacionalização das empresas.

Em 2010, o projeto foi expandido e, de três Unidades da Federação (Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Norte), passou a integrar nove, com a inclusão de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Bahia.

Fonte: MDIC

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Novos serviços de Consultoria do BB - Drawback

Na Edição do Informe BB nr. 81, na página 25, saiu uma matéria a respeito dos novos serviços da Consultoria do BB voltadas à utilização do Drawback, que gostaria de compartilhar com vocês, por considerar de grande relevância. Boa leitura!

===== Texto adaptado para o blog Plantrade.

Duas novidades lançadas pelo Banco do Brasil para o segmento de câmbio e comércio exterior prometem movimentar o mercado de atendimento especializado do setor. A primeira delas é a criação da CONSULTORIA EM DRAWBACK. O novo serviço chega com o objetivo de facilitar a vida das empresas que se credenciam para a utilização dos benefícios fiscais concedidos pelo drawback e contempla orientação, capacitação e até mesmo análise do potencial de redução tributária para as empresas, com indicação da modalidade que melhor se aplica ao perfil de suas operações.

Outra inovação é a solução completa no Gerenciamento de Processos de Drawback, que possibilita à empresa terceirizar integralmente a gestão de processos de drawback, desde a elaboração do pedido de ato concessório até a baixa da concessão após a comprovação da exportação. Para isso, o BB utiliza um novo software, com interface direta com o Siscomex.

A terceirização pode significar diminuição de custos, por exemplo, com a redução de estruturas próprias exclusivamente destinadas ao acompanhamento destes processos. Ou ainda com a eliminação de multas originadas pela utilização incorreta do mecanismo, seja pelo descumprimento de normas ou de prazos legais para a concretização da exportação. Na prática, o empresário deixa de se preocupar com o aspecto operacional das concessões de drawback e ganha tempo para se dedicar à realização de novos negócios.

O momento para o lançamento da Solução não poderia ser mais apropriado. Em abril, foi anunciado, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o regime especial de Drawback Integrado, que unifica o Drawback Suspensão e o Drawback Verde e Amarelo. No novo mecanismo, o pagamento de Imposto de Importação, Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep e Cofins fica suspenso para insumos utilizados em produtos exportáveis pelo prazo de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. Com a mudança, as empresas ganharam o direito de receber os benefícios do drawback ao adquirir insumos no mercado interno ou via importações, ou de forma combinada.

Antes, as que compravam matéria-prima no mercado interno só podiam se beneficiar da suspensão de tributos se também importassem parte dos insumos. A expectativa do MDIC é que o número de empresas que utilizam o mecanismo dobre, saindo das atuais 2,5 mil para 5 mil.

Além de usufruir de mais segurança na condução de seus negócios com o exterior, entre outras vantagens, as empresas que contratam o serviço de consultoria em Negócios Internacionais contam com o atendimento in loco, sem a necessidade de deslocamento a uma agência do banco. E agora, com o lançamento da Consultoria Especializada em Drawback e da Solução Completa no Gerenciamento de Processos de Drawback, elas passam a contar com portfolio ampliado de opções em atendimento especializado, particularmente desenhado para otimizar a gestão de operações beneficiadas pelo mecanismo governamental.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Promoção Comercial no exterior

A ambição natural de qualquer empresário, que produz um portfólio de itens de qualidade, competitivos no mercado nacional, que começa a ganhar market-share, é expandir as fronteiras comerciais para seus produtos.

Mas, por onde começar?
Eu diria que por avaliar o momento empresarial da organização. A cultura organizacional está pronta para dar esse passo?

Ele envolverá, certamente, todas as áreas da empresa, a começar pelas áreas de desenvolvimento de produto, produção e logística. Passará com certeza pelas áreas comercial, contabilidade e financeiro, além do marketing, que terão que se desdobrar em preparar a empresa para transações em moeda estrangeira, adaptação à novos hábitos de compra de seus novos consumidores, preparação das rotinas internas e produtos de marketing para comunicar-se com o cliente no seu idioma.

É um processo que nasce duas vezes: primeiro, no planejamento e depois, efetivamente, na implantação dos novos processos e procedimentos.

É preciso que essa ambição seja consistente, persistente. E que seja disseminada por toda a organização, incluída no planejamento estratégico da empresa. É preciso avaliar a idéia considerando-a um novo investimento e que exigirá recursos financeiros, profissionais capacitados e tempo para tornar-se um sucesso.

É preciso avaliar as oportunidades e as ameaças, conjuntamente. Nenhum novo empreendimento é isento de riscos.

Mas, como avaliar todas essas questões antes de decidir partir para a internacionalização? E como escolher o(s) mercado(s)-alvo?

Minha sugestão é utilizar o método “pedrinha n´água”. Você já observou quando atira uma pedra na água, que ela produz vibração e ondas de dentro pra fora? Então, vamos investigar primeiro, os mercados mais próximos. Se não geograficamente mais próximos, os que pressupõem similaridade cultural.

Isso elimina excessivas modificações de produto, problemas com tradução idiomática e barreiras culturais muitas vezes intransponíveis.

Hoje, através da internet e das agências de apoio à promoção comercial do governo brasileiro, é possível ter acesso a muita informação útil, que pode ajudar a delinear o plano de ação para o processo de investigação.

Ter informações de mercado sobre o setor no país-alvo, ajuda muito a situar o seu produto e identificar a faixa de consumidor que esse produto abrange. Conhecer a concorrência e identificar o diferencial competitivo de seu produto em relação à eles, é primordial.

É preciso ainda, entender a estrutura tributária do país de destino, os custos envolvidos na logística internacional e como se comportarão as margens de comercialização, os canais de distribuição necessários para fazer o produto chegar ao público-alvo. Tudo isso pode ser previamente investigado sem sair do país, utilizando-se de tecnologia e contatos.

Mas essas avaliações preliminares apenas sinalizam se o projeto tem potencial de viabilidade ou não. Para saber a reação do público-alvo, é preciso estar com o público-alvo.

E aqui, com o projeto bem controlado, com protótipos e lotes-piloto já desenhados, é preciso ir para o mundo real.

O melhor caminho é sem dúvida, a participação em feiras.

Nova etapa a cumprir, outra lista de objetivos deve ser criada e novo plano de ação precisa ser colocado em pauta. É preciso definir os objetivos da participação na feira. Fazer um check-list dos objetivos e focar todas as ações de marketing nesses objetivos.

Um dos erros mais comuns, cometidos pelas empresas, é selecionar uma feira porque a concorrência também participará. No entanto, deixar de participar porque temer ser visto pela concorrência também é um erro.

Faz-se necessário elaborar o orçamento de participação na feira, prevendo antecipadamente todas as despesas que ocorrerão antes, durante e depois do evento, detalhadamente.

Muito importante é não descuidar da apresentação do material promocional e de divulgação. Estar em uma feira sem se promover corretamente, é desperdício de potencial de negócios, dinheiro e energia. Investir em Kits de mídia com portfólio da empresa, catálogos de produtos e descrição dos serviços com ilustrações, fotografias e testemunhos é uma boa forma de se apresentar. O kit deve ter um mesmo tema.

Atentar para que a tradução do material para o idioma onde ocorrerá a feira deve ser feita por uma empresa do próprio mercado, visando evitar erros embaraçosos que possam comprometer a venda.

A equipe de trabalho deve ter responsabilidades e objetivos individuais. É importante que a pessoa que representa a empresa seja capaz de falar no idioma do público-alvo (ou ao menos Inglês e Espanhol fluentes), conduzir reuniões e fechar negócios, que conheça em profundidade os produtos e serviços, pois esse é o momento de criar laços com o mercado-alvo e gerar credibilidade.

Dicas de negociação:
- Ouvir com atenção;
- Não ser inflexível quanto a preços;
- Não fazer um mau negócio somente para conquistar o cliente;
- Sempre procurar o ponto de equilíbrio;
- Ser gentil e procurar não pressionar o cliente;
- Procurar obter informações sobre o cliente, compreender suas necessidades e dificuldades;
- Buscar informações sobre sua pontualidade nos pagamentos;

Após a feira, selecionar e organizar os contatos, enviar informações complementares para reforçar o contato inicial e manter-se presente na memória do futuro comprador.

É fundamental, ao participar da feira, seguir à essa ação outras ações de marketing subseqüentes. Visitações posteriores aos clientes, envio de amostras, ou seja, tornar efetiva a participação na feira.

E assim, começa-se a delinear-se o projeto de internacionalização. Documentar as ações, criar grupos de avaliação dos resultados, disseminar internamente na organização a nova estratégia, tudo isso deve ser a ancoragem para o sucesso do projeto!

Boa Sorte e Até o Próximo Post!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tomada de Decisões: quando os aspectos técnicos e a ética pessoal se opõem, como decidir?

Revendo um episódio da minha vida profissional, percebo como somos influenciados por aquilo que cremos, pelos nossos valores, pela nossa própria história de vida, nos momentos críticos de decisão.

Essa história em especial, que teve um final feliz, tinha chance igual de ter se tornado um desastre. Geralmente, as decisões mais importantes, têm essa mesma proporção: 50-50!

Ou seja: nada a desequilibra. Não há histórico ou precedente para averiguar naquele momento. As decisões importantes são tomadas assim: preparamo-nos toda uma vida, para decidir em segundos.

Por isso hoje, quando penso nos profissionais que estão dirigindo nosso futuro, nos políticos decidindo as questões importantes de nossa vida em sociedade, dou igual importância à qualificação técnica desses profissionais e de seu histórico humano, sua vivência pessoal.

Porque naqueles segundos cruciais do SIM ou NÃO para uma situação, não há tempo para revisar conceitos técnicos. Não há tempo para analisar fria e detalhadamente. A decisão será intuitiva. Acredite-me!

Não estou falando das pequenas decisões, ou daquelas que são a culminância de um projeto por nós arquitetado. Essas têm seu curso natural de análise, preparação, testes, ajustes e por fim a decisão sacramentada.

Estou falando daquelas situações que nos chegam inesperadamente, e para as quais não podemos dizer: espera aí que vou ver o que os gurus da administração (ou da psicologia) fariam no meu caso. Não dá! É decisão para AGORA!

Naquele caso que eu contava, eu já tinha me tornado uma Gerente de Comércio Exterior de uma multinacional. Naquela época, com a estrutura organizacional em processo de implantação e as vendas internacionais começando, respondia por 7 ou 8% do faturamento global da empresa. Pouca responsabilidade? Nem tanto, já que cada pedido de exportação representava em média USD 250.000,00, e nossa área embarcava uma média de 4 pedidos desses por mês. Sem contar toda a estrutura para atender às peças de reposição, garantia e serviços para a rede credenciada no exterior. Pouco dinheiro, muito custo e muita responsabilidade. Deixar um equipamento sem assistência técnica no exterior é o caminho mais curto para o fracasso da marca.

Eu e minha assistente estávamos, naquela semana, embarcando nosso terceiro pedido para um cliente brasileiro que havia aberto uma filial na Venezuela. Um cliente que, no Brasil, respondia por 35% do faturamento de uma das nossas linhas de produto.

Com o real desvalorizado, as exportações estavam em alta, e como sempre acontece quando as vendas estão aquecidas, começamos a enfrentar dificuldades em conseguir transporte para nossas cargas até o Porto onde seriam embarcadas para o exterior. Faltavam caminhões.

Nós tínhamos nossas políticas de contratação de serviços, e as transportadoras habituais conheciam bem nossos níveis de exigência, e nos atendiam a contento. Mas um pedido daquela magnitude, que dependia de 23 caminhões de uma única vez, foi mais do que eles estavam preparados para atender.

Pressões externas, do cliente que esperava a carga no prazo combinado, da dificuldade logística em concluir o projeto a tempo, e internas, do pessoal da fábrica e expedição, que não poderiam fechar o ano com todos aqueles produtos parados no estoque.

Depois de muitas conversas, em diversos tons, com a transportadora, eles finalmente se comprometeram em enviar todos os 23 caminhões que pedimos, e aí a corrida contra o tempo: retirar os containeres do porto, trazer até a fábrica, estufar e seguir em viagem.

Tudo programado e acontecendo conforme combinado, mas nem por isso, menos desgastante. Só relaxaríamos quando o último dos caminhões chegasse no porto, concluísse a liberação aduaneira e a carga toda estivesse, finalmente, dentro do navio.

Para piorar a situação, era 20 de dezembro. Tínhamos que cumprir o cronograma de qualquer maneira, antes do Natal senão, não fecharíamos os números do mês. E o mês, neste caso, tinha 10 dias a menos, pois no dia 21 de dezembro, entrávamos em férias coletivas.

Talvez por intuição, minha assistente decidiu descer até a área de expedição da fábrica para acompanhar o carregamento. Tudo ia muito bem, até que ela viu um dos caminhões aguardando na fila para ser carregado. Aquele caminhão estava completamente fora dos nossos padrões: tinha pelo menos 30 anos de uso, o capô do motor estava preso por uma corda, vazava óleo e parecia que ia desmanchar ali mesmo.

Não duvidou em entrar na minha sala como um corisco, me pedindo para não autorizar o carregamento naquele caminhão, completamente fora dos nossos padrões.

Ligamos para a transportadora, a voz alguns decibéis acima do usual, pedindo explicações, e a resposta foi: ou carrega naquele caminhão, ou aguarda até se conseguir outro equipamento, o que provavelmente ocorreria somente depois do Ano-Novo!

Como sabemos o que significa “parceria”, tínhamos consciência de nossa parcela de responsabilidade, e conhecíamos bem nosso fornecedor, para saber que ele não tinha alternativa. Não fora uma decisão fácil para ele também, enviar aquele caminhão para nos atender. Estava arriscando a conta, uma conta importante para o seu próprio negócio. Mas ou nos atendia como era possível, ou nos dizia um sonoro e rotundo “não”. Optou pela primeira alternativa.

Bom, hora de falar com o motorista e dar a triste notícia. Eu nunca deleguei essa tarefa para terceiros, a de comunicar as decisões da empresa aos parceiros, boas ou más. Sempre as assumi, porque acredito que grande parte de nossa credibilidade provêm da nossa capacidade de estar lá quando a situação exige.

Optei por não chamar aquele senhor na minha sala (o que já era bastante intimidador para uma pessoa humilde, de mãos calejadas – entrar na diretoria de uma empresa daquele porte) e fui até ele. Expliquei os motivos pelo qual nossa empresa não poderia aceitar o seu caminhão na frota, e ele, na sua humildade, com as mãos sujas de graxa (acabara de “dar um trato” no motor), e os olhos úmidos, me explica que, se eu fizesse isso, ele estaria numa situação muito delicada. Esse havia sido o único frete bom do ano, e como se aproximava o Natal, parte do adiantamento de viagem que ele recebera da transportadora, já havia sido destinado à sua família, pois sem aquele dinheiro, não haveria ceia de natal.

E agora, José? Sigo a minha cartilha, aquela que impunha a toda a minha equipe, ou quebro as minhas próprias regras? Arrisco e assumo junto com aquele caminhoneiro estranho, a responsabilidade por um possível atraso no embarque dos outros 22 caminhões, ou decido ali mesmo o destino da carga e o natal daquela família? Quem responde agora, a profissional qualificada, ou o ser humano, perante outro ser humano?

Como disse no princípio desse texto, decisões difíceis não dão prévio aviso. E essa, tinha 50% de chance para cada lado.

E contra os acenos da minha assistente, que dizia: não carrega, vais arriscar muito!- eu fiz um pacto com aquele senhor. Olhando um nos olhos do outro, entramos num entendimento que extrapolava qualquer acordo profissional. Éramos duas pessoas entrando em um nível de comprometimento mútuo e de confiança, poucas vezes vivenciados por mim.

Ele me jurou que chegava no prazo combinado, custasse o que custasse. E eu acreditei, porque a outra alternativa acabaria não só com o natal daquele pobre senhor, mas também com o meu. E me transformaria numa pessoa que eu não gostaria de ver no espelho.

E assim foi selado o pacto: ele partiu carregado e compromissado comigo. Viajaria a noite toda e me ligaria quando descarregasse no porto. No meu celular particular. E eu, que não dormi a noite toda, me questionando se minha decisão era correta.

Toca o telefone, 6:45 da manhã, a cobrar. E a voz me dizia do outro lado: “eu não disse pra senhora que eu chegava?” numa alegria contagiante!

Naquele momento entendi. Posso prevenir muitas situações de ocorrer, com técnica, procedimentos e métodos. Mas nunca poderei, sem me transformar em outra pessoa, colocar tudo isso acima do ser humano.

Hoje, quando vou fechar um negócio, ou iniciar uma nova parceria, depois de avaliadas as condições técnicas, faço questão de olhar no olho do meu futuro parceiro. Quero ver lá no fundo daquele olhar, o mesmo comprometimento que enxerguei nos olhos daquele caminhoneiro, no ano de 2000. Eu estou pronta para o pacto. Faço questão disso.

Um abraço, e até o próximo post!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que é o RADAR?

Para os profissionais da área, que residem no Brasil, o termo é conhecido. Mas para os que se relacionam com o mercado brasileiro, nem tanto. Mas deveria ser.

Diz a Receita Federal do Brasil, que controla a ADUANA brasileira:
===quote
Sistema Radar
Foi disponibilizado em 21 de agosto de 2002, para todas as Unidades Aduaneiras da SRF, o acesso ao sistema Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (RADAR).
A concepção geral do sistema objetiva disponibilizar, em tempo real, informações de natureza aduaneira, contábil e fiscal que permitam à fiscalização identificar o comportamento e inferir o perfil de risco dos diversos agentes relacionados ao comércio exterior, tornando-se uma ferramenta fundamental no combate às fraudes.
===unquote - ver site: http://www.receita.fazenda.gov.br/Historico/srf/Boaspraticas/aduana/SistemaRadar.htm

No Brasil, toda e qualquer empresa que deseja negociar com o exterior, nos dois sentidos do tráfego de comercialização (importação e exportação) sofre rígido controle e fiscalização por parte da Receita Federal. Um dos objetivos (mas não o único) é o combate às fraudes e à imagem brasileira de péssimo pagador no exterior, uma fama comum nos anos 90.

Ou seja: se você é um interveniente no mercado internacional (importador, exportador, despachante aduaneiro, prestador de serviços logísticos e de transporte, armador, operador portuário, armazém retro-portuário, entre outros), você está sob vigilante fiscalização da Receita Federal.

E não seria pra menos: todas as relações comerciais internacionais, as políticas governamentais, as políticas fiscais e decisões macro passam por essa análise.

O RADAR é o princípio desse controle, mas não o seu final.

Se você quer exportar ou importar e está no Brasil, você precisa antes de qualquer coisa, habilitar-se no RADAR. Essa habilitação implica numa profunda análise contábil e financeira da empresa requerente, incluindo a análise do patrimônio e capacidade financeira dos sócios e administradores da empresa requerente. Sua vida financeira e de sua empresa terão ampla visibilidade para o órgão fiscalizador.

Com base nessas análises e num complicado programa que cruza informações, a Receita Federal disponibiliza um LIMITE SEMESTRAL DE OPERAÇÕES, em Moeda Estrangeira (em US Dollars), separadamente para linhas de IMPORTAÇÃO e EXPORTAÇÃO.

Portanto, se você é brasileiro e pretende ingressar no mundo dos negócios internacionais, sua primeira providência é habilitar-se no RADAR.

Se você é estrangeiro e pretente iniciar uma relação comercial com uma empresa brasileira, não saia enviando amostras por courier ou pequenas remessas de lotes-piloto via aérea ANTES de saber se a empresa que você prospectou no Brasil, está habilitada para essas transações.

Para exemplificar, essa semana fui procurada por uma empresa que não tem habilitação no RADAR, mas que recebeu do exterior uma pequena amostra de um produto que pretende começar a importar. Foi remetida como AMOSTRA SEM VALOR COMERCIAL, via Courier. Mas, ao chegar no ponto de fiscalização da aduana brasileira, pelas características da carga, foi desclassificada da remessa de amostra e considerada como uma importação normal, sem cobertura cambial.

Situação complicada, com resolução nada simples e apenas 3 alternativas:

1) Deixar a carga em 'stand-by' no aeroporto, aguardando enquanto a empresa providenciava o seu RADAR. Isso pode levar meses e o custo aeroportuário é enorme;
2) Não tomar nenhuma providência e deixar a remessa ir à processo de perdimento (quando o importador não demonstra interesse na carga). Essa alternativa abre uma brecha à um possível questionamento da SRF sobre a empresa importadora. Lembrando que a SRF tem 5 anos para revisar ou questionar ações das empresas fiscalizadas;
3) Solicitar à empresa remetente, que se pronuncie e solicite a devolução à origem do material enviado sob alegação do envio indevido. Essa solicitação PODE ou NÃO ser atendida pela Receita Federal (SRF), que é soberana em suas decisões administrativas.

Portanto, muita atenção antes de sair entusiasmando-se com possibilidades de negócios. Planejamento e conhecimento é fundamental.

Um abraço e até o próximo post!