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terça-feira, 22 de maio de 2012

Variação Cambial permite retomada das Exportações

Há duas semanas estamos verificando a oscilação cambial, intensificada na última semana, o que tem levado os importadores a fazer muitas contas e retardar suas compras no exterior, até que se observe uma tendência e estabilização da variação cambial.

Enquanto isso, com o real menos valorizado e o câmbio favorável, os micro e pequenos empresários já vislumbram novamente o mercado externo e encontram margem de lucro e reserva financeira para oferecer descontos atrativos para clientes estrangeiros.

Várias empresas que vinham enfrentando retração nas vendas ao mercado externo, têm sido consultadas por clientes do exterior, e agora sentem-se em condições de fechar bons negócios.

É imperativo, entretanto, que se procure observar o mercado com algum alcancede vistas na linha temporal. Produzir rápido, vender rápido e receber rápido, pois ainda não se pode prever o comportamento da moeda nos próximos meses.

É preciso lembrar que além da inconstância cambial, o mercado externo enfrenta várias crises e está em retração econômica. Antes de ter bom preço, é preciso ter para quem vender.

E, quando concretizada a venda, é preciso receber por ela.

Aqui, entram os cuidados técnicos que muitos empresários brasileiros se esquecem de tomar, nas vendas ao exterior, assumindo riscos desmedidos. Os cuidados com a documentação, o amparo de uma garantia de crédito que permita ao exportador a certeza da liquidez de seus créditos de exportação.

Infelizmente nenhuma medida poderá diminuir o risco cambial, mas quanto mais se domina o assunto, menos riscos de inadimplência se assume.

O OUTRO LADO
Já quem importa insumos, está sofrendo um impacto de elevação de custos na ordem de 20% em média. E terá que lidar com esse aumento de custo e repassar para os seus clientes.

A flutuação cambial, quando drástica como a da semana passada, dificulta a administração dos custos e tende a consumir parte do lucro projetado.

Se o importador, por outro lado, for também exportador, existem medidas de proteção que podem ser tomadas para minimizar o impacto dessa flutuação.

Entre elas,  a utilização de mecanismos de redução de custos de importação oferecidos pelo governo, como o Drawback.

Se ele exige um alto grau de organização e controle, por outro lado, reduz muito a carga de impostos na importação de insumos destinados a produtos a exportar, melhorando em muito a competitividade do produto brasileiro no exterior.

O empresário e industrial deve estar atento e buscando alternativas.

A variação cambial não atinge a todos de maneira igual. Aqueles mais atentos, preparados e ousados, conseguem minimizar seus impactos.




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Protecionismo é 'o nome do jogo' no curto prazo, diz economista

SÃO PAULO - Em um ambiente de sobreoferta da produção mundial, guerra cambial e excesso de liquidez na economia global, o protecionismo é “o nome do jogo no curto prazo”, na opinião do economista Antônio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

“Não podemos ficar passivos a esse processo. O protecionismo não é uma solução de longo prazo, mas uma necessidade imposta pelas circunstâncias”, disse durante palestra sobre a crise externa e as perspectivas para a economia brasileira em 2012.

Questão cambial

Na opinião do professor, o país não está aproveitando o crescimento pujante do consumo e do crédito para gerar maior valor agregado localmente, problema relacionado à falta de competitividade da indústria de transformação brasileira, que passa pelo câmbio.

“Temos uma desvantagem cambial significativa. O câmbio não é tudo, mas é 90%”, afirmou Lacerda, destacando o comportamento de países como a China, que desvalorizam suas moedas artificialmente para tornar suas exportações mais competitivas.

Segundo o economista, as empresas pararam de reclamar da taxa de câmbio valorizada simplesmente porque passaram a produzir no exterior, ou substituíram parte do processo de produção por importados.

“Isso é uma solução para as empresas do ponto de vista microeconômico, mas é péssimo para o país. O Brasil não pode se dar ao luxo de viver esse processo”, disse.

Em 2011, ano em que a produção ficou praticamente estagnada ao crescer apenas 0,3% sobre 2010, Lacerda avalia que os problemas estruturais do setor, tais como a alta carga tributária, a infraestrutura precária do país e os juros elevados, foram exacerbados pela crise internacional, que acabou por “desovar” no mercado doméstico o excesso de produtos de outras economias em desaceleração.

De acordo com ele, a produção da indústria nacional está, hoje, em patamar pouco acima da de setembro de 2008, mês que precedeu o “mergulho” da economia mundial.

Na opinião do professor, o país passa por um processo de desindustrialização, que, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos, não é saudável.

“O problema da desindustrialização é muito grave no estágio de desenvolvimento em que estamos. Há uma ‘reprimarização’ das nossas exportações. Não estou dizendo que o país tem que deixar de produzir commodities, mas isso não pode ocorrer em detrimento da indústria porque é insustentável”, completou.

(Arícia Martins | Valor Economico)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Brazil cobra do WTO medidas contra flutuação cambial

Sept. 19 (Bloomberg) -- O Brasil está pressionando a WTO (World Trade Organization) para permitir que seus membros protejam suas indústrias dos desequilíbrios causados pela flutuação cambial.

O Ministro das Relações Exteriores diz que as regras de proteção contra práticas desleais datam de quando a maioria das taxas foram fixadas. Mecanismos incluindo anti-dumping e de salvaguarda, bem como direitos de retaliação, necessitam de atualização para lidar com “grandes flutuações nas taxas de cambio” - diz o Ministro.

Enquanto a proposta brasileira apresentada na reunião de Geneva não especifica quais países acredita estar mantendo suas moedas desvalorizadas, o movimento ocorre quando a presidente Dilma intensifica esforços para proteger os fabricantes de importações mais baratas da China, cuja taxa de cambio está atrelada ao dólar norteamericano.

Na semana passada, o governo aumento em 30% a taxa sobre veículos com alto percentual de partes importadas depois do surgimento dos carros fabricados na China.

Os fabricantes da maior economia latino-americana tem sido prejudicados pelo fortalecimento do real em 29% desde o final de 2008, mais que as moedas de todos os 25 maiores mercados emergentes monitorados pela Bloomberg, com exceção do Peso Chileno.

Desde Outubro de 2010 o Brazil também aumentou a taxa no fluxo de capitais e intensificou a compra de dólares para defender o Brasil do que o Ministro da Fazenda Guido Mantega chama de “guerra cambial”.

O real apresenta hoje um ano de baixa, consolidando seu status de pior performance entre as principais moedas esses mes, com as medidas dos governos europeus contra a crise para enfraquecer a moeda.

O real caiu 3.6 por cento, para 1.7976 por dolar contra 1.7331 em 16 de setembro. Em 267 de julho a moeda fechou em 1.5391 por dollar, seu melhor nível desde Janeiro de 1999.

As importações brasileiras cresceram 29% para $ 147 bilhões de dólares nos primeiros 8 meses do ano, enquanto as exportações, empurradas pelo crescimento nos preços das commodities, pulou 32% para $ 167 bilhões de dólares.

A compra de carros importados, o segundo maior item importado pelo Brasil, subiu 45% para $7.4 bilhões no mesmo período. O total de carros importados da china pularam 35% até agora, para $ 21 bilhões.

--Repórteres: Andre Soliani e Adriana Chiarini;
--Editor: Joshua Goodman
- Publicado na Revista Bloomberg Businesswek - tradução livre para o Blog Plantrade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Termos Técnicos de Comércio Exterior - 1

Amigos, vou começar hoje uma série de posts com termos técnicos em inglês, muito usuais no comércio exterior, para ajudar a compreender e a interpretar a documentação da área, que geralmente é toda emitida em inglês.


Algumas abreviações usadas por bancos, especialmente em análises de crédito e emissão de documentos:
Abreviação - Inglês- Português
BBL-Barrel-Barrica; Barril
BDL-Bundle-Amarrado
B/E -Bill of Exchange-Letra de Câmbio
B/L-Bill of Lading-Conhecimento de Embarque
Bldg-Building-Prédio; edifício
CKD-Completely Knocked Down-Partes totalmente desmontadas
COD-Cash on Delivery-Pagamento contra entrega
ETD-Estimated Time of Delivery-Data Estimada de Entrega
ETA-Estimated Time of Arrival-Data Estimada de Chegada
Ex S/s-Ex Steam Ship-fora do vapor
f.a.a.-Free of Any Average-livre de qualquer avaria
F.I.O-Free in and out-Livre de despesas de carga e descarga
gall-Gallon-Galão
in.-Inch-polegada
Inv.-Invoice-Fatura
lb-pound-libra
m/v-Motor Vessel-Navio a motor
oz-ounce-onça
PA-Power of Attorney-Procuração Legal
pkg-package-pacote,embalagem
SHEX-Sunday and Holidays Excepted-Exceto Domingos e Feriados
sq-square-quadrado
std-standard-padrão
voy-voyage-viagem


Vocabulário em Inglês:

ABROAD – Exterior, no exterior, para o exterior.
ACCORDANCE (in accordance with) - Conformidade, de acordo (dar aceitação).
ACCOUNT PAYABLE – Conta a pagar
ACCOUNT RECEIVABLE – Conta a receber
ACCRUAL – provisão, reserva
ACCURACY – precisão, correção, exatidão
ACKNOWLEDGE – acusar recebimento
ACQUIT (to) – isentar, quitar, desobrigar
ACQUITTAL – dar quitação
ACTUAL – verdadeiro, real
ADVANCE – adiantamento
ADVANCED PAYMENT – pagamento antecipado
ADVICE OF CANCELLATION – Aviso de Cancelamento
AFTER DATE – após a data (essa expressão, aposta a um artigo, significa que é pagável após um certo numero de dias após algum evento – i.e.: 30 days after shipment.- O vencimento assim fixado não depente, portanto, de aceite)
AGAINST DOCUMENT - pagamento contra documentos
AIR WAYBILL – Conhecimento de Transporte Aéreo (AWB)
ALL CHARGES TO GOOD – Todas as despesas por conta da mercadoria
ALONGSIDE – no cais, junto ao navio
AMENDMENT – emenda, reforma, mudança
APPLICANT – Candidato, requerente
APPLICATION FORM – formulário de solicitação, requerimento
APPLY TO – requerer
APPLY FOR – candidatar-se a, concorrer
APPRAISAL – avaliação
APPROACH – aproximar-se de, dirigir-se a, abordar
APPROVAL – aprovação
AUCTION SALE – Venda em leilão
BACK TO BACK – Operação financeira com cliente, para capital de giro, realizada por banco nacional, mediante garantia pelo financiador no exterior e formalizada através de depósito em moeda estrangeira junto a um correspondente. As divisas não saem do exterior.
BACK TO BACK CREDIT – crédito documentário vinculado a um primeiro crédito denominado “crédit maítre”. O beneficiário do primeiro crédito é geralmente um intermediário que concede sua vez ao segundo crédito em favor do fornecedor da mercadoria.