segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Brazil cobra do WTO medidas contra flutuação cambial

Sept. 19 (Bloomberg) -- O Brasil está pressionando a WTO (World Trade Organization) para permitir que seus membros protejam suas indústrias dos desequilíbrios causados pela flutuação cambial.

O Ministro das Relações Exteriores diz que as regras de proteção contra práticas desleais datam de quando a maioria das taxas foram fixadas. Mecanismos incluindo anti-dumping e de salvaguarda, bem como direitos de retaliação, necessitam de atualização para lidar com “grandes flutuações nas taxas de cambio” - diz o Ministro.

Enquanto a proposta brasileira apresentada na reunião de Geneva não especifica quais países acredita estar mantendo suas moedas desvalorizadas, o movimento ocorre quando a presidente Dilma intensifica esforços para proteger os fabricantes de importações mais baratas da China, cuja taxa de cambio está atrelada ao dólar norteamericano.

Na semana passada, o governo aumento em 30% a taxa sobre veículos com alto percentual de partes importadas depois do surgimento dos carros fabricados na China.

Os fabricantes da maior economia latino-americana tem sido prejudicados pelo fortalecimento do real em 29% desde o final de 2008, mais que as moedas de todos os 25 maiores mercados emergentes monitorados pela Bloomberg, com exceção do Peso Chileno.

Desde Outubro de 2010 o Brazil também aumentou a taxa no fluxo de capitais e intensificou a compra de dólares para defender o Brasil do que o Ministro da Fazenda Guido Mantega chama de “guerra cambial”.

O real apresenta hoje um ano de baixa, consolidando seu status de pior performance entre as principais moedas esses mes, com as medidas dos governos europeus contra a crise para enfraquecer a moeda.

O real caiu 3.6 por cento, para 1.7976 por dolar contra 1.7331 em 16 de setembro. Em 267 de julho a moeda fechou em 1.5391 por dollar, seu melhor nível desde Janeiro de 1999.

As importações brasileiras cresceram 29% para $ 147 bilhões de dólares nos primeiros 8 meses do ano, enquanto as exportações, empurradas pelo crescimento nos preços das commodities, pulou 32% para $ 167 bilhões de dólares.

A compra de carros importados, o segundo maior item importado pelo Brasil, subiu 45% para $7.4 bilhões no mesmo período. O total de carros importados da china pularam 35% até agora, para $ 21 bilhões.

--Repórteres: Andre Soliani e Adriana Chiarini;
--Editor: Joshua Goodman
- Publicado na Revista Bloomberg Businesswek - tradução livre para o Blog Plantrade.

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